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PM05 - Pedra Mole

Xenólito ©Brum da Silveira

Código do geossítio: PM05

Denominação: Pedra Mole

Categoria temática: Vulcanologia

Localização geográfica no ortofotomapa - PM02

Concelho: Porto Moniz

Freguesia: Porto Moniz

Área do local: ‹ 0,1 ha

Coordenadas(1):

Altitude: 275 m

Acessibilidade:

Distância à estrada asfaltada mais próxima:

Condições de observação:

(1) Coordenadas do geossítio e/ou melhor ponto de visualização

 

Descrição sumária 

Entende-se por xenólito ou encrave (do grego – pedra exótica ou estranha) um fragmento de rocha ou associação de minerais que é envolvido por uma rocha maior (rocha hospedeira e mais nova) durante as fases de cristalização e/ou deposição desta última. Os xenólitos e os xenocristais fornecem informações importantes sobre a composição do manto (camada da estrutura da Terra que se prolonga dos 30km aos 2900 km de profundidade) e que outra forma é inacessível. As rochas vulcânicas no geral e os basaltos em particular podem conter pedaços do manto que são “agarrados e arrastados” durante a ascensão magmática.

Os xenólitos ou encraves do Porto Moniz são afloramentos extremamente raros e de grande beleza devido à presença de agrupamentos monominerálicos de olivina. Possuem outros minerais como ortopiroxena e espinela, mas são os cristais verdes de olivina que mais chamam à atenção e que mostram, em massas granulares de 5 a 15cm, uma maior perfeição de formas. Os estudos efectuados nestes xenólitos demonstraram pertencer a um vasto grupo de litologias ultramáficas (dunito, wehrlito, websterito, harzburgitos e lherzolitos) originários do manto superior muito próximos da transição com a crusta oceânica. Este afloramento constitui assim um ponto de grande interesse científico e didáctico que deve ser protegido e conservado.

 

Notas relevantes

A visita ao local de interesse geológico é da inteira responsabilidade do utilizador.
O utilizador deve tomar as devidas precauções quando visita o local, tendo em atenção as condições  do terreno,  condições climatéricas e outros perigos, para que não se criem situações que coloquem a sua integridade e a de outros em risco.
O utilizador deve respeitar a propriedade privada. O acesso a zonas privadas requer autorização prévia dos proprietários.
O utilizador deve respeitar o património natural mantendo-o intacto.  O impacto das suas ações deve ser mínimo.

 

 

 

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